A Entrega das Bandeiras Verdes Eco-Escolas 2020 terá lugar
em Lisboa, a 30 de outubro.
Neste dia, vai ser reconhecido o trabalho de todos os
que contribuíram para tornar mais sustentável o dia-a-dia da escola e da comunidade
onde esta se insere.
A escola E. B. António Dias Simões foi novamente galardoada
em 2020 pelo 14º ano consecutivo. Estamos todos de parabéns!
A cerimónia vai
realizar-se num formato adaptado à situação de pandemia em que vivemos. A mesma irá realizar-se presencialmente no Fórum Lisboa (Areeiro) na tarde do
dia 30 de outubro e será transmitida online pelo Facebook, Youtube e Página da
ABAE.
No
dia 6 outubro de 2020, Dia do Animal, a aluna Joana Sousa, resgatou no canil APADO um
cão.
Tudo
começou quando, no dia 2 de outubro a mãe de Joana a levou ao canil (Associação Portuguesas dos Animais Domésticos de Ovar) para
procurar um gato. Como não havia, nesse momento, nenhum gato disponível,
decidiram optar por um cão. Os olhos da Joana viraram-se para um cão que estava
a brincar com a sua cauda, ao contrário dos outros que só ladravam. Foi esse
animal que a Joana escolheu e trouxe para casa no dia 6 quando o seu pai
concordou. É um cão rafeiro, de médio porte e bege. A Joana apelidou-o de
Snoopy. Ela acrescentou: ”No canil chamavam-no de Manelito, mas eu prefiro
Snoopy".
Para
a Joana e o Snoopy, essa terça-feira foi especial. Sigam o exemplo dela.
A ideia que esteve na base da
construção deste eco-código foi: as comunidades sustentáveis.
O trabalho envolveu a turma do 6º J da
escola António Dias Simões que aceitou o desafio de participar.
Uma vez que os alunos não podiam sair de
casa devido ao cerco sanitário em Ovar, foi proposto que imaginassem a sua
cidade “Ovar” e os diferentes lugares que a constituem como uma Cidade Verde. Esse
foi o ponto de partida do projeto “OVAR_ CIDADE VERDE”. O desafio era observar
o lugar onde cada um vive e apontar o que pode ser melhorado de forma a tornar
o lugar mais “Verde”.
Os alunos tinham então que alterar o seu pequeno mundo à
sua volta de modo a torná-lo mais sustentável.
Posteriormente e em articulação
com Matemática, os alunos desenvolveram a maquete do lugar onde vivem, feita
com diferentes sólidos geométricos. Surgiu uma maquete por aluno, e foi
escolhido por unanimidade pelos alunos a maquete que faz parte da Bandeira do
Eco-código.
Também foram pedidos a estes alunos que
escrevessem nas aulas de Português diversas frases em torno das temáticas, água,
resíduos, energia e cidades sustentáveis. Foram escolhidas 10 que fazem parte
do Eco-código.
A
ideia de uma cidade sustentável ser algo que se deva conquistar, tal como
aquilo que os astronautas conseguiram alcançar nos anos 60 aquando da conquista
do espaço, serviu de base para construir o restante Poster. A ideia que tudo se
consegue com crença, determinação e esforço esteve na base desta montagem final
do Poster.
Mesmo tratando-se de uma resistência quase simbólica, considerando os acontecimentos que resultaram e estão a resultar da crise Covid-19, que obrigaram preventivamente ao recurso de uma prolongada quarentena, através do confinamento social que encerrou as escolas durante a “cerca sanitária no concelho de Ovar, e acabou por ser determinado no país, que os alunos do ensino básico não voltariam à escola presencial até ao final do ano letivo 2019/20. O projeto de uma “Horta Escolar” da Direção de Turma do 5º D, com coordenação da docente Celisa Salvador, no âmbito dos Domínios de Articulação Curricular (DAC), e o apoio do docente António Costa na preparação prática do espaço para implementar esta atividade pedagógica, continua vivo.
Uma resistência que persiste com o ano letivo a terminar, na expectativa de que esta solução que afastou os alunos das escolas, não se venha a normalizar de forma perversa, mesmo reconhecendo o empenho e espírito de missão dos profissionais de educação, atenuando as limitações naturais da escola e das aulas à distância, como atividade mínima de ensino no atual cenário de confinamento para alunos e professores, que, ao contrário do slogan em tempo de Covid, “não pode ficar ninguém para trás”, ainda não está garantido que tal objetivo esteja a ser um sucesso, bem como as aprendizagens através deste modelo de distanciamento entre docentes e discentes, por mais telefonemas, mails ou vídeos que partilhem.
Sem que os alunos do 5º D da Escola EB (2º ciclo) António Dias Simões possam observar presencialmente esta resistência do seu projeto ecológico, para terem o privilégio de mexer na terra e acariciarem as várias espécies hortícolas, que se vão desenvolvendo em diferentes ritmos, como defendem pedagogos relativamente à educação. Ainda que esta primeira experiência de dinamizar uma pequena horta em meio escolar, possa não fornecer produtos suficientes para a alimentação de uma comunidade. Os ainda poucos exemplares que vão ganhando forma de couve-flor, couve penca, espinafres, alface; alho francês, salsa, tomates ou curgetes. São aliás as curgetes, da família das cucurbitáceas, curiosamente a espécie que melhor se está a adaptar a toda esta instabilidade, que representa a ausência no espaço escolar de uma geração que está a perder este contato com a natureza e a assim poder aprender como a terra é generosa na alimentação da humanidade que tão mal trata o Planeta.
Na ausência dos cuidados que estavam planeados para as atividades do projeto da “Horta escolar” com os alunos, com todos os alunos da turma 5º B (Aiman Khan, António Pedro, Beatriz Amador, Beatriz Borges, Beatriz Cunha, Cristiana Filipa, Dinis Acabou, Diogo Miguel, Flora Maria, Gabriela Sofia, Gonçalo Carvalho, Guilherme Nascimento, Inês Filipa, Irís Valente, Joana Vânia, Leonardo Pinto, Luana Oliveira, Lucas Leite, Margarida Peralta, Rodrigo Borges e Manuel Paredes). E na ausência temporária por problemas de saúde, do gato que nesta comunidade escolar, é o “Neves” para uns e o “Simões” para outros. O gato que mais habilidades já demonstrou para dar vida a uma horta pedagógica. Perante esta sua dificuldade, tem restado apenas a intervenção do animal errante que se nega a deixar morrer um projeto que não sobrevive com um qualquer programa informático à distância. Porque para além de todas as capacidades tecnológicas também na relação com a terra agrícola, a “Horta escolar”, como as comunidades escolares e educativas, precisam de sensibilidade humana presencial para cumprirem a sua verdadeira missão em liberdade e sem medos.
Ainda sem que os alunos da turma 5º D, da Escola EB (2º ciclo) António Dias Simões, possam presencialmente acompanhar o desenvolvimento de cada uma das espécies hortícolas, que foram plantadas dias antes da comunidade escolar se recolher numa longa quarentena, como consequência do vírus Covid-19, que obrigou ao confinamento social, e neste caso, a deixarem o seu projeto da “horta escolar”, à mercê da força e generosidade da natureza. Um animal errante, mais propriamente um Gato, com saudades do movimento irreverente e da alegria dos alunos no recreio, quis ser personagem nesta história.
Cerca de dois meses sem a natural relação com os alunos, que ali era suposto partilharem aprendizagens, sobre as várias fases de crescimento das espécies vegetais, que integram esta pedagógica experiência. A área da antiga “horta pedagógica” em parte reativada, vai dando sinais de resiliência ao vazio e ao silêncio que representa a ausência dos alunos na escola, nomeadamente, daqueles que teriam a tarefa e objetivo de cuidar e observar, com a natural curiosidade, a evolução da sua “horta”.
Mas nestes dias estranhos, até no relacionamento entre humanos, a “horta escolar” acabou por despertar a atenção de um Gato, que, ao deparar-se com um cenário quase fantasmagórico no espaço escolar, numa terra, então sujeita a um “cerco sanitário”. Reparando num espaço, em que as espécies hortícolas como: couve-flor, couve penca, alho francês, alface, salsa ou espinafres. Pareciam mostrar no seu frágil crescimento, algum sofrimento e angustia pela falta da presença dos 21 alunos da turma 5º D, que só podem ter novidades por meios digitais nestes tempos de distanciamento. Assumiu olhar pela horta e dela cuidar, dedicando assim a sua atenção a este pedaço de terra cultivada, em que crescem as espécies ali plantadas, que ficaram impedidas de receber o carinho e a atenção dos jovens alunos.
Ultrapassados os medos, o Gato, que viu os especialistas de saúde pública, confirmarem que não são transmissores do Covid-19, acabou por dedicar algum do seu tempo, a manter viva e mais digna a “horta” do 5º D, convicto que os alunos não lhe perdoariam qualquer atitude de indiferença a manter minimamente viçosas as plantas.
Mesmo sem um nome, ao contrário da gata com mais sorte, a “Princesa”, que continua a beneficiar de uma cuidada quarentena e confinamento. O Gato errante, entretanto deu por concluída a sua jorna e partiu, talvez na esperança, de que nestes tempos de pandemia, em que foram e são imensos os bons exemplos de iniciativa e solidariedade aos mais frágeis. Outros disponíveis voluntários se disponibilizarão a dar continuidade a este projeto do 5º D, para que a sua vida se prolongue até ao próximo ano letivo e a sua vida seja alimentada pela relação desta turma entretanto no 6º ano, certamente com a professora Celisa Salvador como Diretora de Turma.
As sementes hortícolas do Projeto da Direção de Turma do 5º D, para desenvolver uma horta escolar, tinham sido lançadas à terra dias antes da comunidade escolar se recolher numa longa quarentena, como medida profilática para travar a transmissão da pandemia Covid-19, que se instalou de forma preocupante no concelho de Ovar, obrigando à declaração do estado de calamidade e a uma “cerca sanitária”, só levantada, ainda com restrições após um mês de isolamento do concelho.
Este Projeto, que inclui uma “caixa de compostagem”, coordenado pela docente diretora de turma do 5º D, Celisa Salvador, desenvolve-se no âmbito dos Domínios de Articulação Curricular (DAC), e entre os seus objetivos constam a revitalização da “horta pedagógica” na Escola EB (2º ciclo) António Dias Simões, localizada no espaço do recreio em que, este tipo de atividades de educação ambiental, tem tido ao longo dos anos letivos, diferentes fases de dinâmicas experimentais que ali são proporcionadas no contato com a terra para cultivo.
A preparação do terreno que contou com a colaboração e intervenção da D.T. professora Celisa Salvador e do professor António Costa. Teve lugar na fase final do 2º período letivo, em que os alunos da turma 5º D, iam começar a ter o privilégio de observar e acompanhar o desenvolvimento das plantas, desde a fase frágil do brotar das sementes de espécies hortícolas, como: couve-flor; couve penca; espinafres; alface; alho francês ou salsa. Diversidade de verdura para refeições ricas e equilibradas, que através desta atividade, os alunos aprenderiam a tratar, cuidar, proteger, regar e valorizar a terra que em troca deste carinho, começaria a oferecer momentos extraordinários da vida vegetal a ganharem forma, quando o coronavírus obrigou ao confinamento social, interrompendo abruptamente a relação desta turma com o seu Projeto.
3
O silêncio dominou o espaço escolar temporariamente encerrado para quarentena da comunidade escolar. O sol aqueceu a terra. A humidade só mesmo a das noites primaveris. As sementes esperaram o seu tempo para germinarem, e mesmo sem água, brotaram sem o olhar dos alunos, resistindo à quarentena e finalmente reconfortadas com a água da chuva, que nestes dias acabou por se fazer sentir com abundância, permitindo a sua recuperação e desenvolvimento natural, para que os 21 alunos do 5º D, (Aiman Khan, António Pedro, Beatriz Amador, Beatriz Borges, Beatriz Cunha, Cristiana Filipa, Dinis Acabou, Diogo Miguel, Flora Maria, Gabriela Sofia, Gonçalo Carvalho, Guilherme Nascimento, Inês Filipa, Irís Valente, Joana Vânia, Leonardo Pinto, Luana Oliveira, Lucas Leite, Margarida Peralta, Rodrigo Borges e Manuel Paredes) partilhem, mesmo por meio digital, a sua alegria por este seu Projeto se poder vingar, apesar das adversidades causadas pelo Covid-19.